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Origem da Ceia do Senhor no Antigo Testamento

A explicação da Bíblia Revelada, versão Di Nelson de Romanos 11:16:

“Se as primícias são santas”
Embora este texto tenha sido usado fora do seu contexto, continua ligado à reconciliação de Israel. E Cristo já foi feito santas primícias, porque reconciliou os gentios consigo mesmo na cruz. Neste caso, Cristo também é aprópria raiz. Os ramos também são Israel, e este não é somente o resto da massa. Mas os ramos não são santos, automaticamente, pois eles ainda “serão” santos! Para compreendermos o raciocínio de Paulo, devemos voltar-nos ao ensino de Moisés sobre a oferta vegetal de trigo (o pão), que é tipo do corpo de Cristo ungido com azeite e oferecido com incenso aromático. O grão de trigo é tipo de Cristo; o Espírito Santo é tipificado pelo azeite, e o incenso representa o louvor. Este tipo de oferta sempre era acompanhado com libação, onde o vinho substituía o sangue de um animal e também elevava a fumaça do altar (Êx 29:40).

A libação é um tipo da Ceia do Senhor, onde não há sangue derramado, mas há libação, isto é, fruto da vide derramado. Lemos em Levítico 9:4: “Um novilho e um carneiro como ofertas pacíficas ao Senhor Jeová, e uma oferta vegetal (“de manjar”) misturada com azeite, porque hoje o Senhor vos aparecerá”. Cada um deles tem um significado, um detalhe importante que termina em Cristo.

O sacrifício pelo pecado era oferecido no altar de sacrifícios, no átrio do Tabernáculo; este sacrifício era tipo da morte de Cristo por sua nação. Os holocaustos eram oferecidos (imolados) diante do altar; a sua gordura era queimada e o seu sangue era posto nos chifres e derramado ao redor do altar.

Observe que eram apresentados no mesmo altar, mas a cabeça,o couro e os excrementoseram queimados fora da porta, em outro altar (Hb 13:10-12). Então, este holocausto é o tipo da morte de Cristo por todo o mundo, pois era oferecido fora da porta, isto é fora do átrio. Por outro lado, as ofertas pacíficas eram apresentadas com animais limpos, bolos ou pães. Sem os bolos e sem os pães estas ofertas não eram consideradas ofertas pacíficas, pois este tipo de oferta deveria ser uma composição entre o animal e o vegetal, isto é,de sangue e de trigo. Em outras palavras, as ofertas de manjares se juntavam às ofertas de sacrifício e formavam uma só:

A oferta pacífica. Assim, a oferta pacífica é um tipo da Ceia do Senhor, pois o Cordeiro de Deus foi imolado, e nós continuamos oferecendo este memorial, ao apresentarmos na sua mesa os pães ao lado do vinho (1 Co 11:25). O punhado da massa que era tomado pelas mãos sacerdotais representava a porção diária de cada pessoa; até hoje, nos grandes restaurantes, sabe-se que um punhado de arroz é a porção equivalente a uma pessoa. Assim, o punhado era o memorial de toda a oferta. Indicando que o sacrifício de Cristo, o punhado que era queimado no altar, validava toda a oferta vegetal: Levítico 2:1-2: “E quando alguma alma ofertar uma oferta (“oblação”) vegetal ao Senhor Jeová, a oblação será de farinha de trigo, e derramarás sobre ela azeite e logo colocarás incenso sobre ela. E trarão a oferta aos sacerdotes, filhos de Arão; e tomarão um punhado da farinha misturada com azeite e incenso, e sacerdote o queimará como memorial sobre o altar, para que seja oferta queimada, de cheiro agradável ao Senhor Jeová”. Assim, podemos compreender melhor a linguagem de Paulo.

Romanos 11:16: Porque, se as primícias são santas, a massa restante também o é; se a raiz for santa, os ramos também o são. (Lv 23:10; Nm 15:18)

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