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Os mistérios codificados na
Genealogia de Adão a Cristo
Por
Dr. Aldery Nelson Rocha
Um
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De Zorobabel a Cristo, passaram-se quatorze
gerações, o mesmo período das setenta semanas de
Daniel, sem sete anos (Dn 9:24; MT 1:17). Esta
genealogia é a genealogia de Maria; e a de Mateus é
a genealogia de José. Observar que Mateus quer
provar a humanidade de Jesus, passando por Natã, um
dos filhos de Beteseba. De Natã, e não se Salomão.
Maria descende de Natã, e José de Salomão. Aqui está
o mistério. As palavras “filho de Heli”, não consta
nos originais, mas apenas “sendo de Heli”, dando a
entender de onde veio de Maria, e não José. Esta
informação é muito importante. José era descendente
de Davi via Salomão, e Maria descendente de Davi via
Natã, ambos filhos de Davi. Os descendentes de Davi,
via Salomão, foram amaldiçoados (Jr 22:28-30), e
José era da sua descendência – e foi privado de
filhos, não prosperou nos seus dias, e quem fosse
filho do ultimo rei, Jeconias, como José, jamais
poderia ser rei. Mateus mostra a sua descendência,
mas Lucas mostra a descendência de Maria. Veja que
no verso trinta e um Lucas não falará de Salomão.
Observar que em cada nome está um código que com
seus significados conhecidos formam frases
proféticas, mostrando que Deus estava no controle da
nomeação de cada membro da grande família dos
ancestrais de Cristo Jesus. As letras estão em ordem
inversa, pois começam em Maria e termina em Adão
Lucas 3:23:
E o mesmo Jesus era como de quase trinta anos,
quando começou, sendo (segundo se cria, filho de
José) de Heli (“oferta alçada”),
De José a Heli, temos o significado: “O dom do
Senhor acrescentou em resposta do Senhor rei,
associado ao dom da ressurreição”. (J) de trás para
a frente: Pelos nomes, profecia a respeito da morte
de Cristo na cruz, fora da porta do Templo, no
Calvário
Lucas 3:24:
e Heli de Matã (“dádiva”),
e Matã de Levi (“associado”),
e Levi de Melqui (“Jeová
é rei”),
e Melqui de Janai (“que responde”), e Janai
de José (“o Senhor acrescenta”),
De José a José, temos o código: “O acréscimo de
Senhor, ao obediente, limpou o caminho com clareza,
próximo a mim, carregando os fardos pelo dom que o
Senhor acrescentou”. (I) de trás para a frente:
Pelos nomes, profecia a respeito da vinda de João
Batista
Lucas 3:25:
e José de Matatias (“dom do Senhor”), e
Matatias de Amós (“carregador de fardos”), e
Amós de Naum (“consolação”), e Naum de Esli
(“próximo de mim”), e Esli de Nagaí
(“clareza”),
Lucas 3:26:
e Nagaí de Máate (“limpador de caminho”), e
Máate de Matatias (“dom de Jeová”), e
Matatias de Semei (“ouvinte obediente”), e
Semei de José (“o Senhor acrescenta”), e José
de Judá,
De Zorobabel a Davi passaram-se quatorze gerações.
De Er a Judá, a mensagem é: “O Vigia, o Deus da
medida, foi testemunha em meio a adivinhação dos
caldeus; minha luz em meio às perguntas; mesmo em
Babilônia, foi minha direção, pelo Deus gracioso que
trouxe de volta a Judá. (H) de trás para a frente:
Pelos nomes, profecia a respeito da volta de Judá do
cativeiro de Babilônia
Lucas 3:27:
e Judá (“louvor”) de Joanã (“o Senhor
gracioso”), e Joanã de Resá (“direção”),
e Resá de Zorobabel (“nascido na Babilônia”),
e Zorobabel de Salatiel (“perguntado”), e
Salatiel de Neri (“minha luz”),
Lucas 3:28:
e Neri de Melqui (“meu rei”), e Melqui
de Adi (“minha testemunha”), e Adi de Cosã
(“adivinhação”), e Cosã de Elmadã (“Deus da
medida”), e Elmadã de Er (“vigia”),
De Eliaquim a Josué, temos o código: “Deus o
estabeleceu multiplicando o povo como pombas,
acrescentando segundo o louvor, associado a seu dom,
àquele que exaltou ao Senhor, Deus o ajudou: Jesus.
(G) de trás para a frente: Pelos nomes, profecia a
respeito do nome de Jesus como o socorro de Deus e a
multiplicação de seus filhos
Lucas 3:29:
e Er de Josué (“Jesus”), e Josué de Eliezer
(“Deus auxiliador”), e Eliézer de Jorim
(“o que exalta ao Senhor”), e Jorim de Matã
(“seu dom”), e Matã de Levi (“associado”),
Lucas 3:30:
e Levi de Simeão (“famoso”), e Simeão de Judá
(“louvor”), e Judá de José (“o Senhor
acrescenta”), e José de Jonã (“multiplicado
como pomba”), e Jonã de Eliaquim (“Deus
estabeleceu”),
Veja que Salomão não é citado aqui, para revelar que
a descendência que saiu de Natã não se corrompeu com
os reis de Israel nem de Judá. Em Natã,
silenciosamente Deus esconde a semente da mulher (Gn
3:15), enquanto todos pensavam que da descendência
de Salomão sairia o Rei dos reis. Veja que Lucas não
fala de Salomão por esta razão (Jr 22:28-30). “Do
Doador veio o donativo preparado como suprimento
para o que Deus estabeleceu” – A semente da mulher
recebeu a encarnação da parte de Deus. (F) de trás
para a frente: Pelos nomes, profecia da riqueza de
Davi; o suprimento do doador das riquezas para o
Templo, Davi
Lucas 3:31:
e Eliaquim de Meleá (“suprimento”), e Meleá
de Mena (“preparado”), e Mená de Matatá
(“donativo”), e Matatá de Natã (“ele deu”),
e Natã de Davi,
Davi é uma parte que representa uma nova direção à
genealogia, pois ele recebe a graça do Reino sobre a
sua cabeça, sendo ele o primeiro rei em Jerusalém,
pois Saul jamais governou em Jerusalém. De Naasom a
Eliaquim lemos: “O que predizia que a sombra geraria
a força e esta o adorador, e o adorador a grande
dádiva que foi Davi, o Amado ”. (E) de trás para a
frente: Pelos nomes, profecia sobre o chamado e o
louvor de Davi
Lucas 3:32:
e Davi (“amado”) de Jessé (“dádiva”),
e Jessé de Obede (“adorador”), e Obede de
Boaz (“força”), e Boaz de Salmon (“lugar
de sombra”), e Salmon de Naasson (“o que
prediz”),
Veja que não se menciona Zerá, que também foi filho
de Judá; pois de Zerá sairá a descendência
espiritual de Judá, por causa da fita vermelha,
indicando que todos aqueles que descendem de Cristo,
pela fé através da adoção em Cristo, estão ligados a
Zerá. De Perez a Nasson temos: “No louvor houve
turdos de separação, o sacerdote ficou sitiado em
Gibeão; mas a nação será um reino sacerdotal (Êx
19:5,6). (D) de trás para a frente: Pelos nomes,
profecia da divisão sacerdotal nos dias de Davi
Lucas 3:33:
e Naasson de Aminadabe (“meu povo é nobre”),
e Aminadabe de Arão (“serrano”), e Arão de
Esrom (“sitiado”), e Esrom de Perez
(“separação”), e Perez de Judá (“louvor”),
De Davi a Abrão passaram quatorze gerações. Aqui
temos os filhos que serviram a seus pais algum tempo
e outros que serviram a seus pais bastante tempo,
revelando que todos aqueles que servem a seus pais
tem direito a um filho brilhante na sua geração. De
Felegue a Judá temos o seguinte significado: “Da
divisão, um ramo amigo surgiu do lugar árido e se
fortaleceu como pai de multidões”. (C) de trás para
a frente: Pelos nomes, profecia da vinda de Abraão
da sua terra árida
Lucas 3:34:
e Judá de Jacó, e Jacó de Isaque, e Isaque
(“riso”) de Abraão (“pai de multidões”),
e Abraão de Terá (“fortaleza”), e Terá de
Nacor (“árido”),
Lucas 3:35:
e Nacor de Seruque (“ramo”), e Seruque de
Ragau (“amigo”), e Ragau de Faleque
(“divisão”), e Faleque de Éber (“região de
lá”), e Éber de Salá (“arremesso”),
Não se toca nos nomes de Cão, nem de Jafé. De
Lameque a Eber, Deus está falando: “Do desespero
virá o repouso na Rocha, de onde brotará o herdeiro
arremetido de Deus” - (B) de trás para a frente:
Pelos nomes, profecia a respeito da vinda do parente
Remidor
Lucas 3:36:
e Salá de Cainã (“possuidor”), e Cainã de
Arfaxade (“brontando”), e Arfaxade de Sem
(“rocha”), e Sem de Noé (“repouso”), e
Noé de Lameque (“homem nativo”),
De Adão a Noé, os nomes juntos significam “Ao homem
designado para ser mortal, será possuidor do Deus
bendito, descendente do dedicado por aquele cuja
morte trará ao homem nativo o repouso”. (A) de trás
para a frente: Pelos nomes, a profecia da encarnação
de Cristo
Lucas 3:37:
e Lameque de Matusalém (“homem cuja morte trará”),
e Matusalém de Enoque (“dedicado”), e Enoque
de Jarete (“descendente”), e Jarede de
Maalalel (“o bendito Deus”), e Maalalel de
Cainã (“possuidor”),
Não se toca nos nomes de Caim, nem de Abel. A
genealogia termina em Adão porque o objetivo do
autor era provar a humanidade de Cristo e começa em
Eli para provar que Maria era mais importante nessa
genealogia, como tendo a semente da mulher (Gn
3:15), na sua humanidade
Lucas 3:38:
e Cainã de Enos (“mortal”), e Enos de Sete
(“designado”), e Sete de Adão (“homem
vermelho”), e Adão de Deus.
Por Dr. Aldery Nelson
Rocha
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